jardineiro-2Era uma vez um jardineiro que conseguiu colher uma enorme cenoura. Ele a colheu e a levou par seu rei, dizendo: “Meu rei, esta é a maior cenoura que jamais colhi, e que jamais colherei. Assim, quero lhe oferecer como prova de meu amor e de meu respeito.” O rei se sentiu tocado e reconheceu a bondade do coração do homem, de modo que, enquanto este partia, disse o rei: “Espere! Você é verdadeiramente um bom administrador da terra. Tenho uma propriedade bem ao lado da sua. Quero dá-la a você de presente, para que possa plantar em toda aquela terra.” O jardineiro ficou surpreso e feliz, voltando para casa muito alegre. Porém, havia um nobre na corte do rei que presenciar toda a cena. E ele disse: “Ora! Se é isso que se ganha com uma cenoura – o que aconteceria se eu desse ao rei algo ainda melhor?” No dia seguinte, o nobre se apresentou diante do rei, e em suas mãos estavam as rédeas de um belo garanhão negro. Ele se curvou e disse: “Meu senhor, eu crio cavalos, e este é o melhor cavalo que jamais criei e que jamais irei criar. Quero lhe dar de presente como prova de meu amor e de meu respeito.” Mas o rei enxergou o coração do homem, agradeceu, aceitou o cavalo e o dispensou. O nobre ficara perplexo. Depois, disse o rei: “Permita-me explicar. O jardineiro estava dando a cenoura a mim, mas você estava dando o cavalo para si mesmo.”

[Extraído do livro de Timothy Keller, “O Deus Pródigo”, Ed.Thomas Nelson, pp.85-97]

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