O resultado final do ato de adoração é que nossas vidas são transformadas. Nós nos achegamos a Deus com a história do desprezo, de rejeitar e de ser rejeitado. No trono de Deus somos imersos no sim de Deus, um sim que silencia todos os “nãos” e suscita em nós uma resposta positiva. Deus, e não o ego, é o centro. Deus não é alguém ao redor de quem fazemos qualificações calculadas, um pequeno sim aqui, um pequeno não ali. Na adoração “ouvimos a voz do Ser” e nos tornamos respostas a ele. O eu não é mais o foco da realidade, como o pecado nos faz acreditar. Somos treinados desde a infância a nos relacionarmos com o mundo de maneira exploratória, exploradora, recusando e tomando à força, empurrando e puxando, irritando e induzindo. Como conhecedor e usuário, o ego é predador. Na adoração, no entanto, deixamos de ser predadores que por discrição se aproximam de todos como sendo uma presa que podemos atrair para o nosso centro; nós respondemos ao centro. Somos ouvintes privilegiados e replicantes que se oferecem a Deus, que cria e redime. Amém! Amém não é recorrente e enfático entre o povo de Deus. É robusto e exuberante. Não há nada amedrontador, cauteloso ou tímido nele. Ele é uma palavra que responde, purificada de todos os negativos.

Qualquer coisa que Deus tenha prometido é selada com o Sim de Jesus. Nele, isto é o que pregamos e oramos. O grande Amém, o Sim de Deus e o nosso Sim juntos, gloriosamente evidentes. Deus nos aceita, fazendo de nós algo certo em Cristo, colocando seu Sim dentro de nós. (2 Coríntios 1.20-21). 

>>> extraído de “Um ano com Eugene Peterson”, Ed.Palavra (p.104)

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