Tudo posso naquele que me fortalece.
Filipenses 4.13
Tem de haver equilíbrio entre a sagacidade e a ingenuidade, entre a segurança própria e o medo de pecar. Qualquer um dos dois extremos é perigoso.
Uma pequena dose de sagacidade faz bem, gera cuidado, evita a euforia. Põe de lado a soberba e afasta-nos da bazófia.
Deus antecipou a Moisés: “Eu sei que o rei do Egito não vos deixará ir, se não for obrigado por mão forte” (Êx 3.19). Moisés também antecipou aos levitas: “Sei que depois da minha morte, por certo procedereis corruptamente, e vos desviareis do caminho que vos tenho ordenado” (Dt 31.29). Paulo também antecipou aos presbíteros da igreja de Éfeso: “Eu sei que, depois da minha partida, entre vós penetrarão lobos vorazes que não pouparão o rebanho” (At 20.29).
Este “eu sei” é preventivo. Ele o prepara para a adversidade, para o dia mau, para a provação, para a tentação, para a possibilidade de uma reviravolta em sua caminhada cristã.

Ele o obriga a vigiar e orar, a se apoiar em Deus. Ele afasta a ideia de que você é mais do que vencedor sozinho.

A afirmação correta não é “tudo posso”, mas “tudo posso naquele que me fortalece” (Fp 4.13). O estado de espírito equilibrado não é nem o medo quase mórbido de cair em pecado nem a certeza quase absoluta de não cair em pecado. O estado de espírito desejável é aquele que não nega o furor do pecado e, ao mesmo tempo, confia no poder da oração, na misericórdia divina e na assistência do Espírito.
Retirado de Devocionais Para Todas as Estações (Editora Ultimato, 2009)
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