“Ele é misericordioso e compassivo, muito paciente e cheio de amor” (Jl.2:13).

Joel não era contemporâneo de Jonas, mas os dois profetas usam as mesmas palavras para se referirem à misericórdia divina: “[Deus] é misericordioso e compassivo, muito paciente e cheio de amor; arrepende-se, e não envia a desgraça” (Jl 2.13; Jn 4.2).

Ambos tinham o mesmo conhecimento, a mesma convicção e a mesma mensagem. Conclui-se obrigatoriamente que eles estudavam a mesma cartilha.

Teriam Joel e Jonas aprendido que Deus é “cheio de amor” nos Salmos (86.15; 103.8; 145.8)? O mais provável é que tanto os dois profetas como o próprio salmista tenham se valido de outra fonte, bem mais antiga. Trata-se do discurso de Moisés, durante o êxodo: “O Senhor é muito paciente e grande em fidelidade, e perdoa a iniqüidade e a rebelião” (Nm 14. 18).

Muito tempo depois de Joel e Jonas, por ocasião do retorno dos exilados da Babilônia para Jerusalém, lá pelos anos 430 a 400 a.C., Neemias repetiu as mesmas palavras: “[Deus] é um Deus bondoso, misericordioso, muito paciente e cheio de amor” (Ne 9.17).

Preciso me convencer cada vez mais de que Deus é “cheio de amor” e passar isso para os outros!

Retirado de Refeições Diárias Com os Profetas Menores (Editora Ultimato, 2004)

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