Olá! Estou curtindo um pequeno período de férias e estive com a Dê em Campos do Jordão neste final de semana. Que delícia estar fora da tirania do relógio! Aproveitei para colocar a leitura em dia. Segue abaixo um pequeno texto que curtí muito. Ótima semana!

“A tendência da sociedade ocidental é exaltar as emoções e os desejos em detrimento da razão e da escolha. Ouve-se muita conversa hoje em dia sobre ´ser honesto consigo mesmo´. Um marido diz: ´É verdade, preciso ser honesto comigo mesmo. Não amo minha esposa´; e uma esposa diz: ´Preciso ser honesta comigo mesma. Odeio meu marido e não quero mais viver com ele´.  Ao final, ambos se utilizam disso como desculpa para o divórcio. Observe atentamente que as duas declarações falam de sentimentos: o marido sente falta de amor, a eposa, raiva. Ambos se referiram às suas emoções. Nessas declarações, os indivíduos concluem que os próprios sentimentos são mais importantes e, consequentemente, agem de acordo com o que sentem.

Isso é um erro. Em nossa sociedade, somos inclinados a exaltar os sentimentos e desejos como as coisas mais importantes. Isto é, concluímos que sentir e desejar representa nosso eu verdadeiro. É um erro muito grave pensar assim e não está de acordo com o ensinamento bíblico. A literatura proverbial da Escritrura ensina: ´Porque, como imagina em sua alma, assim ele é ´(Pv.23:7). Para a Bíblia, a ênfase recai no pensamento e não no sentimento. No Novo Testamento lemos:

´Finalmente, irmãos, tudo o que for verdadeiro, tudo o que for nobre, tudo o que for correto, tudo o que for puro, tudo o que for amável, tudo o que for de boa fama, se houver algo de excelente ou digno de louvor, pensem nessas coisas. Ponham em prática tudo o que vocês aprenderam, receberam, ouviram e viram em mim. E o Deus da paz estará com vocês.´ (Fp.4:8-9)-

Observe novamente a ênfase no pensar e no pôr em prática. Nosso modo de interpretar as experiências da vida e a maneira de agir em relação a essas interpretações são mais importantes do que nossos sentimentos ou desejos.

(…) A vida de Jesus chegava ao fim, restavam-lhe apenas  algumas horas antes da crucificação, e então:

´Jesus foi com seus discípulos para um lugar chamado Getsêmani e lhes disse: ´Sentem-se aqui enquanto vou ali orar.´ Levando consigo Pedro e os dois filhos de Zebedeu, começou a entristecer-se e a angustiar-se. Disse-lhes então: ´A minha alma está profundamente triste, numa tristeza mortal. Fiquem aqui e vigiem comigo.´ Indo um pouco mais adiante, prostrou-se com o rosto em terra e orou: ´Meu Pai, se for possível, afasta de mim este cálice; contudo, não seja como eu quero, mas sim como tu queres.´ (Mt.26:36-39).

Observe com atenção as palavras em grifo. Quais são os sentimentos de Jesus? Angústia e tristeza profunda. Quais são seus desejos? ´Se for possível, afasta de mim este cálice.´ No entanto, como interpretou a situação? ´Contudo, não seja como eu quero, mas sim como tu queres.´ Cumprir a vontade do Pai era mais importante do que seus sentimentos e desejos. O comportamento de Jesus não se apoiava em seus sentimentos ou desejo momentâneo de alívio do sofrimento, mas na interpretação de que a vida não deve ser controlada por sentimentos e desejos, e sim pela vontade do Pai.

Isso é uma lição importante para aprendermos, especialmente numa sociedade que exalta as emoções e os desejos e nos leva a pensar que nunca seremos felizes se não obedecermos a nossos sentimentos e aspirações. Na verdade, nossos sentimentos e desejos devem sempre estar integrados ao intelecto e à vontade. A pior forma de imaturidade ocorre quando alguém se deixa controlar pelos sentimentos e desejos. A mente decide a validade de uma ação motivada pelos sentimentos, e a vontade trata de colocar essa decisão em prática.”

(CHAPMAN, G. Agora você está falando minha linguagem. Mundo Cristão, São Paulo, 2007. pp.104-106)

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