“As multidões mentem. Quanto mais pessoas, menos verdade. A integridade não é fortalecida pela multiplicação. É fácil provar essa afirmação. Qual promessa é mais possível de cumprir: a promessa feita por um político a milhares de pessoas em um comício ou a existente entre dois amigos?”

(…) “O nível moral de nossa sociedade é vergonhoso. A integridade espiritual de nossa cultura é deprimente. Qualquer área de nossa vida, quando influenciada pelos padrões das grandes massas, torna-se pior. Quanto maior a multidão, menor a vida. Plínio, o Velho, disse certa vez aos romanos que, se não fosse possível construir uma casa bonita, deveriam fazê-la grande. Essa prática continua muito popular em nossos dias: se não posso fazer bem, devo fazer grande. Assim, procuramos aumentar  nossa renda, construímos mais quartos, enchemos nossa agenda de reuniões e atividades. O resultado é que a vida diminui a cada adição. Em contrapartida, toda vez que protegemos uma área de nossa vida da influência da multidão e respondemos ao chamado de Deus nos tornamos muito mais humanos, muito mais nós mesmos. Cada vez que rejeitamos os hábitos e costumes da multidão e praticamos as lições da fé, nos tornamos mais vivos.”

(Peterson, E. Ânimo. São Paulo: Mundo Cristão, 2008)

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