C. S. Lewis
Aprendemos que Cristo foi morto por nós, que a sua morte lavou os nossos pecados e que, morrendo, ele venceu a morte. Eis o verdadeiro cristianismo. É nisso que temos de acreditar.

O pai nos perdoou porque Cristo fez por nós o que nós deveríamos ter feito. Fomos lavados pelo sangue do Cordeiro e Cristo venceu a morte.

No calvário, Deus apagou os pecados dos pecadores, deu-lhes uma nova chance e ofereceu-lhes uma ajuda milagrosa.

J. I. Packer
Segundo os padrões do Novo Testamento, qualquer explicação do evangelho que não inclua a ideia de expiação é incompleta e enganosa.

Ainda que algum ministro religioso, prelado, conferencista, professor universitário ou autor notável pregue um evangelho que não tem como centro a propiciação, o evangelho deles é outro evangelho, não é o evangelho de Jesus ou de Paulo.

No paganismo, são os culpados que fazem propiciação de seus pecados aos seus deuses. No cristianismo, Deus propicia a sua ira por sua própria ação.

O que extinguiu a ira de Deus, e assim nos resgatou da morte, não foi a vida ou os ensinamentos de Jesus, não foi sua perfeição moral, nem sua fidelidade para com o Pai, mas o derramamento do sangue de Cristo na morte. A propiciação se deu pela morte de Jesus.

A expiação é uma substituição representativa — o inocente assume o lugar do culpado, em nome e em favor dele, sob a espada da retribuição judicial de Deus.

A justiça de Deus só é satisfeita porque os pecados de todos aqueles que jamais seriam perdoados foram julgados e castigados na pessoa do Deus Filho.

Ao encontrar-se com os discípulos no cenáculo, ao anoitecer do dia da sua ressurreição, Jesus mostrou-lhes as mãos e o lado, não apenas para provar sua identidade, mas para fazê-los lembrar que por sua morte na cruz ele havia feito a paz com o Pai em favor deles.

N. T. Wright
A cruz é o lugar e o meio pelo qual Deus mais nos amou.

Olhando para Jesus como aquele que levou sobre si o peso do pecado de Israel e do mundo, a cruz é o novo Templo, o lugar aonde vamos para nos encontrarmos com o verdadeiro Deus e conhecê-lo como Salvador e Redentor. A cruz passou a ser o local de peregrinação, onde contemplamos boquiabertos o que foi feito em favor de cada um de nós.

O que Jesus conquistou com sua morte e ressurreição é a base, o modelo e a garantia do propósito final de Deus: livrar o mundo completamente do mal e estabelecer sua nova criação de justiça, beleza e paz.

O alvará de libertação foi conquistado quando ele morreu na cruz.

Com base na morte de Jesus, Deus perdoará e, com esse perdão, não apenas libertará o mundo do peso da culpa, mas também, digamos, libertará a si mesmo da carga de ter de estar sempre irado com um mundo que saiu dos trilhos.

Depois de ter sido derrotado por Deus na cruz, o mal foi posto em um lugar de onde jamais poderá ameaçar Deus novamente.

A morte de Jesus de Nazaré pode ser interpretada como um equívoco absurdo, totalmente inútil e sem sentido, ou como o ponto central, o eixo, em torno do qual gira a história humana. Para os cristãos, a segunda alternativa é a correta.

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