Segue abaixo citações do livro “O pastor contemplativo” (Mundo Cristão), de Eugene Peterson. Vale a pena a leitura.

“A pessoa […] que busca resultados rápidos ao plantar as sementes das boas obras ficará decepcionada. Se eu quiser batatas para o jantar de amanhã, de nada adiantará plantar sementes de batata nesta noite. Há longos períodos de escuridão, invisibilidade e silêncio que separam a semeadura da colheita. Durante os períodos de espera estão o cuidado e o cultivo, assim como a formação e plantio de outras sementes.” (p.9)

“O conceito de espiritualidade denota que Deus está sempre fazendo algo antes que eu perceba. A tarefa então não é conseguir que Deus faça algo que eu acho que deve ser feito, mas discernir o que ele está realizando, de modo a responder a sua atuação, participando e me alegrando nela.” (p.10)

“(…) meu trabalho não é resolver os problemas das pessoas ou torná-las felizes, mas ajudá-las a ver a graça operando em suas vidas.” (p.11)

“Há uma espécie de regozijo porque Deus está agindo e, mesmo que faça algo pequeno, isso basta no momento.” (p.12)

“Não existe vida que não tenha recebido graça.” (p.12)

“Vivo em uma sociedade em que agendas repletas e estresse são evidências de importância. Por isso, tento manter meu dia cheio e viver em condições estressantes. Quando os outros notam isso, eles reconhecem minha importância e então minha vaidade é alimentada.” (p.27)

“Como posso guiar as pessoas ruma a um lugar calmo, junto às águas tranquilas, se eu mesmo me encontro em constante agitação? Como persuadir alguém a viver pela fé e não por obras, se tenho de programar constantemente minha agenda para fazer com que tudo se acerte?” (p.28)

“As metáforas usadas por Jesus para descrever o ministério são frequentemente imagens de coisas simples, pequenas e tranquilas, mas que produzem efeitos bem maiores do que sua aparência: sal, fermento, semente. Nossa cultura enfatiza o contrário: o que é grande, numeroso, ruidoso. Torna-se então necessário que os pastores se aliem deliberadamente aos arpoadores silenciosos, preparados, e não se atirem frenéticos aos remos. É muito mais urgente adquirirmos as habilidades do arpoador do que os músculos do remador. É muito mais bíblico aprendermos a quietude e a atenção diante de Deus do que sermos vencidos pelo que John Oman afirmou ser os perigos gêmeos do ministério: ´afobação e preocupação´. A afobação dissipa a energia e a preocupação a emperra.” (p.33)

Anúncios